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Gravação, Mistura e Masterização / The art of mixing
« Última mensagem por clownik em Maio 15, 2017, 01:18:54 pm »
Para quem não conhece, aqui fica uma série de vídeos que apesar de antigos, continuam a ser praticamente essenciais :)

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Excelentes partilhas JRes, sem súvida que serão uma mais valia para todos nós :)
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Na ultima aula falamos de todas as notas existentes juntamente com os seus respectivos acidentes ou seja:

C
C#/Db
D
D#/Eb
E
F
F#/Gb
G
G#/Ab
A
A#/Bb
B


Vamos agora aplica-las a escalas.

Escala Maior:

Uma escala e definida por um conjunto de notas com intervalos (espaco entre notas) especificos.

A formula para a escala maior e:

T T S T T T S

T = um tom
S = semi tom ou meio tom


Cada uma destas letras e conhecida como um grau que e definido pela posicao da mesma em relacao a tonica (primeiro grau)

Ou seja, uma escala maior e um conjunto de sete notas cujas quais existe um intervalo de meio tom do terceiro para o quarto, e do setimo para o oitavo grau (a mesma nota do primeiro grau mas uma oitava acima)

Se definir-mos o primeiro grau como C vemos que todas as outras notas naturalmente respeitam os intervalos da escala maior, ou seja C maior e uma escala sem acidentes:



No teclado se tocarmos so nas teclas brancas de C ate C temos a escala maior de C:



E aqui esta a mesma escala no sistema CAGED na guitarra (iremos falar deste mesmo sistema mais tarde) em que o C sao os pontos pretos:





Agora vamos construir a escala de D maior, comecando em D e acabando em D ficamos com:

D E F G A B C D

Vemos que os meios tons nao respeitam a regra de TTSTTTS da escala maior, neste caso os meios tons estao no segundo grau e no sexto grau, temos entao afastar o F do E e o C do B, para tal vamos utilizar acidentes entao ficamos com:

D E F# G A B C# D







Aqui vemos a escala na pauta, no entanto se estamos a compor uma musica com ritmo e melodia complexa e muito dificil para o leitor identificar a escala em que a musica se encontra se todos os acidentes estiverem espalhados pela pauta.
Entao para resolver esse problema os sustenidos sao colocados logo a seguir a clave de sol em que afecta todas as notas no mesmo sitio do acidente de forma a identificar facilmente a escala em que esta encontra pelo numero de sustenidos:




No entanto esta forma de calcular as escalas nao e eficiente vamos entao aprender uma forma em que facilmente podemos calcular todos os sustenidos e bemois de uma escala e para isto vamos utilizar o Ciclo das quintas.



Ciclo das quintas:

Vamos pegar na nota de C e e saltar para o quinto grau da escala maior, (tambem chamado de um intervalo de quinta que se designa por uma distancia de 3 tons e 1 meio tom) ou seja um G.
Agora vamos fazer o mesmo com o G e chegamos ao D.

O ciclo das quintas e exactamente isto uma sequencia de intervalos de quinta que possibilita o calculo do numero de sustenidos numa escala, e das notas especificas onde eles se encontram.

vamos ver isto na pratica com uma regra simples calculando os sustenidos:

Vamos entao comecar com esta sequencia de quintas na vertical comecando em C e acabando em C sendo C o nosso ponto de partida, ou seja o ponto zero, pois nao tem sustenidos.

C
G
D
A
E
B
F
C


Agora vamos preencher cada letra com todas as notas naturais ate chegarmos ao setimo grau no C (o nosso ponto zero)

C D E F G A B
Agora vamos fazer o mesmo com o G e adicionar um sustenido no setimo grau:
G A B C D E F#
Agora vamos pegar no sustenido que ja tinhamos no G e manda-lo para o D e adicionar outro sustenido no setimo grau:
D E F# G A B C#
Agora vamos pegar nos dois sustenidos da escala anterior, passa-los para o A e adicionar outro sustenido no setimo grau:
A B C# D E F# G#
Agora vamos seguir esta regra para todos os restantes:
E F# G# A B C# D#
O mesmo no B...
B  C# D# E F# G# A#
No caso do F a propria tonica fica sustenida pois na escala maior de F nao existem sustenidos (ver abaixo)
F# G# A# B C# D# E#
E por fim no C# em que todas as notas sao sustenidas
C# D# E# F# G# A# B#

Estamos basicamente a pegar nos sustenidos de uma escala maior, passa-los para a escala maior que esta uma quinta acima e acrescentar um sustenido no setimo grau.


Vou-vos agora ensinar uma forma simples de rapidamente memorizar este sistema.
Basicamente temos de decorar duas coisas:

1 - Quantos sustenidos estao numa escala
2 - Quais sustenidos estao nessa escala

1 - Para decorarmos a quantidade de sustenidos existe uma forma simples utilizando uma caneta e um papel, escrevendo as letras de cada nota de uma forma especifica e contando o numero de de vezes que a caneta entra em contacto com o papel.

Sera mais facil explicar-vos com um video:

Devo adicionar que as letras tem de ser desenhadas de uma forma especifica, logo a unica coisa que tem de decorar e a forma como elas sao desenhadas!

Para decorar-mos a ordem em que eles aparecem so temos de nos lembrar da seguinte frase:

Father
Christmas
Gets
Drunk
And
Eats
Babies

Ou em alternativa, em portugues sendo Fa, Do, Sol, Re, La, Mi, Si podemos decorar a frase:

A fada ao sol reza a missinha

Juntando tudo na pratica vamos calcular os sustenidos da escala de B

Sabemos que se desenharmos o B pontiagudo fazemos em 5 linhas, logo tem 5 sustenidos.
E pela frase Father Christmas Gets Drunk And sabemos que sao
F C G D e A.


Agora vamos calcular os bemois de uma escala maior, tal como nos sustenidos necessitamos de saber:

1 - O numero de bemois
2 - A ordem em que aparecem na escala

1- Para calcular o numero de bemois vamos utilizar a seguinte formula:

7-#=b

Ou seja o numero de bemois e igual a 7 menos o numero de sustenidos, vamos ver isto na pratica:

Queremos calcular o numero de bemois na escala de Eb por exemplo.

Primeiro vamos calcular os sustenidos, conseguimos desenhar o E com 4 linhas logo sabemos que tem 4 sustenidos, agora vamos aplicar a regra:

7-4#=3b

Sabemos entao que Eb tem 3 bemois

2 - Podemos ver o ciclo dos bemois como um espelho do ciclo dos sustenidos, logo o mesmo se aplica a ordem de cada um deles se na ordem de sustenidos temos:
F C G D A E B
A ordem dos bemois vai ser ao contrario:
B E A D G C F

Uma a frase que eu usei para decorar foi:
Baby
Eats
A
Donut
Gets
Crap
Farts

xD :o ;D :P

Exercicio:
Criarem as vossas proprias frases para decorarem a ordem dos sustenidos: F C G D A E B. E a dos bemois: B E A D G C F


Para terem uma ideia geral aqui esta num diagrama tudo aquilo que fala-mos juntamente com o ciclo das quintas da escala menor, algo que vamos estudar mais tarde:



E para terminar como falamos atras aqui esta a forma de desenhar os acidentes na pauta, cada um deles afecta qualquer nota que apareca no mesmo sitio onde o acidente se encontra, assim somente contando o numero de acidentes e facil identificar-mos a escala em que a musica se encontra:


Cumprimentos a todos e vemo-nos na proxima aula! ;)
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Composição, Arranjo e Teoria / [Teoria Musical] - Alfabeto Musical e Componentes Basicos
« Última mensagem por JRes em Janeiro 16, 2017, 10:17:29 pm »
Boas pessoal, como prometido gostava de partilhar com voces tudo aquilo que tenho aprendido durante o meu percurso escolar na BIMM. Antes de mais gostaria de esclarecer alguns pontos para os interessados:

1 - Estou neste momento a frequentar uma licenciatura (BA Hons) Professional Musicianship aplicada a guitarra em Inglaterra, e irei aplica-la juntamente com diagramas para o teclado de forma terem um conhecimento geral de ambos os instrumentos, no entanto tenham em conta que sera sempre mais focado em guitarra, pois o meu curso esta completamente desenhado para tal, mais abaixo irem postar um link para um VST que converte o sinal analogico da guitarra para midi de forma a conseguirem controlar todos os vossos synths favoritos com a guitarra.

2 - O meu metodo de ensino vai ser baseado na numenclatura Inglesa  ou seja em vez do "Do, Re, Mi, Fa, Sol, La, Si" iremos estudar no formato de "C, D, E, F, G, A, B", pois qualquer DAW/VST/VSTi utiliza esta mesma numenclatura, o que significa que a aplicacao da mesma no ambito pratico sera mais facil.

3 - O objectivo destes tutoriais tal como o do meu curso e dar-vos uma visao geral de cada estilo aplicado a teoria de forma a terem um leque vasto de ferramentas que poderao aplicar seja em ambiente auto-criativo, ou profissional.

4- Tambem eu estou a aprender, se ainda nao dei a materia tambem nao vos conseguirei esclarecer no entanto deixo o incentivo para me fazerem qualquer tipo de pergunta, estarei activo no forum, e tentarei explicar de qualquer forma possivel qualquer duvida que tenham.

5 - Desde ja peco desculpa pela falta de acentos e cedilhas pois estou a escrever num teclado ingles.


Link para Guitar to MIDI converter: http://www.jamorigin.com/products/midi-guitar/


Entao vamos la ao que interessa!  8)

Alfabeto Musical e Componentes Basicos:
Todos nos sabemos desde a flauta na primaria que existem 7 nomes diferentes para as 7 notas diferentes existentes numa escala diatonica (iremos falar deste termo mais tarde) e estas sao:

Do  = C
Re  = D
Mi  = E
Fa  = F
Sol = G
La  = A
Si  = B


Cada uma destas notas representa uma distancia especifica entre dois pontos seja no teclado ou na guitarra exemplo:



Como vem, Do = C para Re = D e uma distancia de dois trastes.



No teclado C para D tem uma distancia de uma tecla branca.



Na pauta e a distancia entre uma nota em cima da lina e uma nota entre linhas.

Este tipo de intervalo entre duas notas chama-se 1 tom

Dentro destas 8 notas C D E F G A B C a distancia entre elas nao e igual, a distancia entre o E e o F tal como a distancia entre o B e o C sao distancias de 1/2 tom.

E por isso que no teclado nao existe tecla preta entre o E e o F nem o B e o C.

Protip: Uma forma facil de decorar onde estao as notas com meios tons e lembrarem-se que sao sempre aquelas que acabam em "i" ou seja Mi e Si.



E na guitarra a distancia destas duas notas e so de um traste.



Na pauta a designacao mantem-se inalterada.



Acidentes:

Acidentes sao simbolos utilizados na numenclatura musical com o proposito de alterar a "altura" das notas,
os mais conhecidos sao o sustenido ou sharp designado pelo simbolo "#" e o bemol ou flat designado pelo simbolo "♭" ou "b"  (Existem outros acidentes chamados duplo sustenido e duplo bemol no entanto nao iremos menciona-los por agora.) Tambem podem ser vistos como as notas que estao entre as notas principais diatonicas:

Sustenido:

os sustenidos sao acidentes que aumentam a altura da nota por meio tom ou seja um C# e a nota que se encontra entre o C e o D por exemplo:



Bemol:

O bemol diminui por meio tom a altura da nota ou seja um D♭ esta entre o C e o D, sonoramente e igual
ao C# e ira depender do contexto como a nota sera identificada.

No piano o sustenido e o bemol tambem sao conhecidos como as teclas pretas:



Na pauta estes sao sempre escritos a esquerda da nota afectada:



o terceiro simbolo "♮" tem como funcao cancelar os acidentes anteriores nao iremos falar dele por agora.


Cumprimentos musicais!


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Composição, Arranjo e Teoria / [Tutorial] Techno bass - Sylenth1
« Última mensagem por clownik em Julho 14, 2016, 02:54:01 pm »
Aqui fica mais um tutorial de como criar um baixo de techno com o famoso sylenth 1, vale muito a pena.

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Gravação, Mistura e Masterização / Reverse do reverb num sample de voz by Menog
« Última mensagem por clownik em Maio 30, 2016, 12:07:25 pm »
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Conversa Geral / Re: Apresentação de novos membros
« Última mensagem por clownik em Maio 25, 2016, 02:09:24 am »
Boas Pessoal! O meu nome é João Resende, sou musico guitarrista desde os meus 14 aninhos, ja com alguns projectos ás costas, frequentei dois anos de produção musical na ETIC, e completei o curso de Cubase Expert na AudioLabs, trabalhei por um curto periodo de tempo como tecnico de som a gravar dobragens para series animadas, e fiz alguns trabalhos de freelancer, gravações de bandas, peças de teatro.
Encontro-me neste momento em Inglaterra para tirar uma licenciatura de Professional Musicianship na BIMM, e estou desejoso de partilhar o que irei aprender com voces!

Um forte abraço à equipa da AudioLabs, nomeadamente ao João Apell, pois aprendi mais com ele em 4 meses do que dois anos na ETIC.
Deixo-vos com um link para o meu site pessoal
http://jvrguitar.wix.com/john-r
8) 8) 8) 8) 8)

Sê muito bem-vindo JRes, aguardamos as tuas partilhas :)
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Conversa Geral / Re: Apresentação de novos membros
« Última mensagem por JRes em Maio 24, 2016, 08:47:21 pm »
Boas Pessoal! O meu nome é João Resende, sou musico guitarrista desde os meus 14 aninhos, ja com alguns projectos ás costas, frequentei dois anos de produção musical na ETIC, e completei o curso de Cubase Expert na AudioLabs, trabalhei por um curto periodo de tempo como tecnico de som a gravar dobragens para series animadas, e fiz alguns trabalhos de freelancer, gravações de bandas, peças de teatro.
Encontro-me neste momento em Inglaterra para tirar uma licenciatura de Professional Musicianship na BIMM, e estou desejoso de partilhar o que irei aprender com voces!

Um forte abraço à equipa da AudioLabs, nomeadamente ao João Apell, pois aprendi mais com ele em 4 meses do que dois anos na ETIC.
Deixo-vos com um link para o meu site pessoal
http://jvrguitar.wix.com/john-r
8) 8) 8) 8) 8)
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Gravação, Mistura e Masterização / Os 8 maiores erros na hora de mixar, e como evita-los.
« Última mensagem por clownik em Maio 24, 2016, 01:46:14 pm »
"A maioria dos músicos, engenheiros de gravação e produtores está bem consciente da diferença que a masterização pode fazer nas nossas mixagens. Masterização em si é uma forma de arte, e é o melhor a se fazer é deixar isso nas mãos de um especialista.
 
Mas mesmo os engenheiros mais experientes são largamente dependentes das matérias-primas que lhes são designados para trabalhar. Tendo isso em vista, aqui estão alguns dos principais erros que as pessoas cometem na preparação de seu mix para masterização, com a ajuda do engenheiro veterano da Universal Mastering Studios West, Pete Doell.


1. Excesso de graves
Excesso de “low-end” é, provavelmente, um dos problemas mais comuns em mixagens provenientes de Home Studios. Geralmente isso está diretamente relacionado ao ambiente em que o trabalho foi mixado. Ambientes carentes de tratamento acústico e repletos de superfícies reflexivas e armadilhas de graves. O resultado é uma resposta desigual em todo o espectro de graves, com algumas notas que estão com problemas de fase e outras sendo praticamente inaudíveis. Isso se traduz em um grave mal equilibrado em sua mix.
 
O Engenheiro de Masterização Pete Doell oferece uma dica importante: "O erro mais notório é que os monitores das pessoas não são colocados corretamente", diz ele. "Os monitores precisam estar tão distantes um do outro quanto você deles. Portanto, se sua posição de mixagem é, digamos, a um metro do alto-falante, os alto-falantes devem estar a um metro um do outro.
 
2. Agudos Horríveis
Na outra extremidade do espectro, os agudos também podem causar seus próprios problemas. Embora não seja tão difícil de ouvir no ambiente de Home Studio, essas altas frequências podem aparecer de forma diferente durante a fase de masterização.
Um De-Esser, é uma boa maneira de cortar a sibiliancia pela raiz antes do Mixdown.

"A maioria das mixagens vai pedir um pouco de" polimento "ou" brilho " na hora da masterização", diz Doell. "E quando vamos dar esse “brilho”, a sibilancia pode realmente aumentar. Faça um grande favor a você mesmo e use um de-esser em seus vocais, talvez até mesmo um pouco no seu chimbal, mesmo que você não ouça muito esse problema na hora. Seu engenheiro de masterização vai agradecer.
 
3. Sem variação de dinâmica
Este é provavelmente um dos temas mais discutidos nos círculos de mixagem de música moderna. Ao longo da última década, a busca por espaço no rádio criou uma batalha pela atenção que tem se manifestado em VOLUME - a percepção é que quanto mais alta a música, mais chama a atenção dos ouvintes. É uma mentalidade que começou com os anunciantes de TV rádio (note como um comercial com um volume alto chama a sua atenção) e é um resultado direto da melhoria da tecnologia dos compressores de hoje, o que nos permitiu criar "mixes de rádio" onde tudo é alto, gordo e na cara.
 
O problema de aumentar o volume da sua mix desta maneira é que ela funciona através da compressão da variação dinâmica de suas trilhas. Variação essa que  é definida como a diferença entre os sons mais altos e mais suaves em sua pista. O ideal é que as faixas que você entrega para masterização tenham picos de no máximo -3 dB para os materiais mais altos ( como uma caixa de bateria por exemplo) enquanto o restante da trilha deve estar numa faixa entre -6 dB e -8 dB. Isso daria a seus picos algo em torno de 3 dB a 5 dB de faixa dinâmica.
 
O problema com a compressão da gama, é que você tira do seu engenheiro de masterização alguns recursos para fazer o seu trabalho. Um bom engenheiro de masterização aplica uso meticuloso de compressão multibanda - trazendo à tona o “punch” e a presença do baixo, adicionando clareza e brilho para os agudos - tudo usando diferentes algoritmos de compressão para diferentes bandas espectrais.
Muitos mixers inexperientes vão aplicar um plug-in de compressão master, usando um preset que cria um grave alto mas embolado, agudos brilhantes e agressivos, e pouco espaço para o engenheiro de masterização fazer alguma coisa.
 
"Às vezes os clientes desejam um mix 'alto', mas eles fizeram pouco ou nada para controlar a dinâmica de suas mixagens", diz Doell. "Eu gosto da analogia de fazer um trabalho de pintura super sexy para o seu carro – pedir para o engenheiro de masterização para fazer todo o trabalho com apenas uma "camada de tinta" não é a escolha mais inteligente. Mas trabalhando em todas as camadas (compressão do vocal, baixo, bumbo, por exemplo), vai te proporcionar um trabalho final muito mais bonito, detalhado e profundo"
 
Em uma nota relacionada, tente evitar o excesso de compressão de faixas individuais pela mesma razão. Muitas vezes, um engenheiro de masterização terá uma faixa que está com uma boa faixa dinâmica, mas com uma faixa vocal que foi comprimida à beira da distorção. Mais uma vez, deixa pouco espaço para o trabalho de máster.
 
4. Falta de PAN
É importante dar a sua mixagem alguma dimensionalidade, equilibrando diferentes elementos dentro de um bom e amplo campo estéreo.  Frequentemente as pessoas tendem a colocar tudo no centro ou perto do centro, criando uma mixagem desordenada, que carece de definição. Enquanto certos elementos normalmente devem estar centralizados (bumbo, caixa, vocal e baixo vêm à mente), utilizar o PAN é uma ótima maneira para conseguir a separação entre partes de guitarra, backing vocals e outras partes do mix.
 
"É sempre bom deslocar alguns elementos da mix um pouco para um lado", diz Doell. "Se você tem uma mistura de guitarras, sopros, backing vocals, etc., mantendo o meio menos confuso permite seu ouvido ouvir mais distintamente tudo da produção legal você trabalhou. Você também vai precisar de menos EQ e efeitos para que todos esses elementos apareçam da mixagem."
 

5. Problemas de Fase
Com a maioria dos DAWs oferecendo faixas ilimitadas, a tentação de registrar tudo em estéreo é grande, e elementos como um violão bem gravado podem adicionar profundidade e caráter para uma faixa. Mas tenha o cuidado de verificar suas mixagens em mono para evitar o cancelamento de fase de microfones mal colocados. Só de solar as faixas estéreo você será capaz de saber se certas frequências "desaparecem" quando os dois canais são somados em mono.
 
Tomar um momento para verificar e corrigir problemas de fase como esse vão evitar vários outros problemas ao longo do caminho. Este mesmo princípio também se aplica a reverbs, é muito comum ver aquele salão exuberante que você colocou no vocal simplesmente desaparecer em mono.
 
6. Pobre ambientação das vozes
É difícil ser objetivo na hora de ambientar os vocais numa mixagem, ainda mais se a música for sua.  Afinal, você sabe a letra, e por isso é fácil esquecer que outras pessoas não conhecem. E na maioria dos casos, uma mixagem pode soar igualmente "certo" com o vocal um pouco pra frente ou um pouco pra trás na mistura. Muitos profissionais fazem duas ou três mixagens alternativas de uma faixa, um com o vocal principal um pouco para cima, um com ele um pouco para baixo, e um no meio. É um luxo que a maioria dos engenheiros de masterização fica feliz em ter.
 
7. Faixas desalinhados
Este é um acéfalo. Quando você envia “stems” (grupos separados de faixas, como bateria e baixo, guitarra e backing vocals) para masterização, certifique-se que todos começam no mesmo lugar. "Essa é outra implicância minha", diz Doell. "Se o vocal principal não entra até 0:30, sua track deve ter 30 segundos de silencio no começo."

8. Não conhecer sua sala
"Eu sempre gosto de começar o meu dia de mixagem ouvindo alguns discos que conheço e amo - de preferência no estilo musical que eu vou estar trabalhando no dia – no mesmo lugar que vou estar mixando, ", diz Doell. "Então eu vou poder comparar muito mais facilmente os materiais. Sou abençoado por trabalhar em uma sala ZR Acoustics® (Zero Reflection Acoustics by Delta H Design, Inc.) no Universal Mastering. Mas se eu estou trabalhando em outro lugar, é importante saber como o quarto que eu estou trabalhando no participa no que estou ouvindo, antes de eu começar a tomar qualquer decisão."
 
Como você pode imaginar, existem vários outros obstáculos que podem trazer desafios para seu engenheiro de masterização, com certeza mais do que poderíamos listar aqui nessa matéria, mas o que mais fará diferença no final é usar seus ouvidos, ouvir cuidadosamente, atenciosamente, e aprender as regras antes de poder quebra-las. E se isso tudo der errado, tenha em mente os potenciais erros e você estará no caminho certo para conseguir melhores resultados. "


Retirado de: planetadoaudio.com
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